sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Galope do Tempo (Lucas Dulce)


A mão gelada da lembrança
me alcança o ombro e me puxa,
me repuxo como lança e esqueço
fugindo do frio do passado
passo os olhos nesse eterno começo
e já não mais meço o acaso.
Deixo o fluxo do eterno presente
penetrar nos atos e momentos
nas entranhas da vida
entre estranhas carnes me escarneço
fujo do assombro e de novo me esqueço
lançando o laço no pescoço
do bicho feio que é a mente
brava fera que me morde
me esfriando a espinha
espinhando-me o peito
nesse frio do umbigo.
Aquele rosto branco de anjo
e a pele macia de uva
me uiva no ouvido e não vejo
se sou eu mesmo que corro
ou morro de medo da bela,
bela fera que me fere à ferro
nesse fogo no peito que é a paixão,
passo à largos passos e não penso
nesses tempos já idos de outrora
que em meus sonhos agora me apavora.
É a memória essa velha que me namora
branca pele de defunto, feios lábios de amora.
Vermelho-sangue de rubro vestido
me joga num poço que peço socorro!
Reviro aflito no leito, suando afoito,
prefiro o frio lá fora
que esse quente em meu peito
esse vazio do leito.
Me vem o vento do agora
e me tira o pó do passado
entrevado nos trapos do tempo.
Acordo, lúcido eu vejo
que viver é agora!
O passado enterra seus mortos
e nessa árvore da Vida
tantos erros e acertos
são todos esses galhos tortos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nasci dia 3 de fevereiro de 1989 às 9 e 30H , no Hospital São Camilo em Conselheiro Lafaiete, foi cesária,pois meu pai queria emendar a licensa paternidade com o carnaval ! Filho de José de Melo Dulce e Aparecida da Consolação Dias Dulce. Tive o cordão umbilical enterrado sob uma roseira ao lado da porteira da roça de meu avô materno em Carreiras.
Ao 2 meses de vida contraí uma pneumonia dupla,só não morri de ruim que sou! Aos 5 anos de idades cai de uma altura de dois andares,de teimoso não morri! Só que esse ultimo acidente me deixou sequelas que junto com meu signo zodiacal aquariano e meu ascedente em Peixes me deixou mais "diferente"! Via OVNI's, gente morta e outras coisas mais.
Cresci e me formei na FAculdade da Vida no bairro Morro da MIna, onde desenvolvi minha arte futebolística e estudei as CArtilhas Básica,Média e Avançada da Malandragem. Dividia meu tempo entre os campos, brincadeiras e bares (onde ia buscar meu pai sob comando de minha mãe).
Aos 12 anos perdi minha mãe. Eu me enterrei na Bíblia Cristã enquanto meu pai se enterrou na tristeza onde até hoje está. Aos 13 larguei de lado a Igreja Católica,mas nao a Bíblia.
Aos 15 anos fumava e bebia escondido enquanto ouvia MArilyn Manson, Korn e System of a Down e enfiava a cara no violão!
Saí de casa,mudei meu rumo,mudei meu prumo! Hoje divido meu tempo entra a Flauta Transversal,Violão,Poesia,tristezas e dúvidas. O interesse na Bíblia se expandiu para o Bhagavad Gita,Pistis Sophia, tratados de Alquimia, Kaballa e Ocultismo em geral !
Andando só ultimamente, somente em meus pensamentos....

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O poeta não mente - Lucas Dulce


O poeta não mente
mata o medo da mente
joga os braços à frente
e rima com dores
segredos e amores
as injúrias da alma
que carrega com calma
sem reclamar de seu peso
nem dos vários pesares.
Vai lançando nos ares
os seus ais e seus risos
das memórias dos mares
das espumas de prantos
e dos céus de sorrisos
jorrando do peito
o calor das lembranças
das chegadas e andanças
num país interior
que carrega no fundo
desse paralelo mundo
as imagens da vida
pela ida ao centro
de seu microcosmo
nos seus próprios infernos.
Pelo frio do inverno
se esquenta em palavras
e sacode as aldravas
do seu reto pensar
sabendo que escrever
é como erguer um lar.
Faz sua base em palavras duras de rocha
para que o vento não derrube
a leveza das rimas.
Das suas verdades já ditas
que pesa em seus ombros
jogadas no branco da folha
antes que caiam escombros.
Soterrando seus dedos
e nos gritos e medos
já não possa rimar.

O Violeiro - Elomar Figueira Mello



Flauta linda,Violão Choroso,Voz do Sertão... Elomar Figueira Mello "O Grande Menestrel"
Ainda fazem boa música!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Das banda de lá!


Ecos dos "passarin" do Morro da Mina retumbam em minh'alma!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Elos Kármicos (Lucas Dulce)


"E foi o silêncio que habitou-se no meio..." Kriptônia, Zé Ramalho

Acende-te a Flama
Arrasta-te a Fleuma!
Chega-te a Noite
Acorda-te o açoite.

Assusta-te o medo
apontam-te o dedo
Assobiam os ventos
gritam nossos tormentos.

Nos olhos fendidos
os sonhos perdidos
Nos ouvidos rompidos
Mil gritos sofridos.

NA vingança que traga
ao meu peito a adaga.
Teu olhar tão sereno
guarda a dor, o veneno.

De outros tempos remotos
nossos erros, outros mortos.
Nossas vidas se cruzando
nesses caminhos tortos.

Só restou a revolta
daquela derrota
do tempo que volta
junto da lembrança
bater a mão torta
com seus calos de bruxa
na madeira da porta.

O Retorno da Estrela Cadente (Lucas Dulce)


Se o rochedo que ergue
sua face no Monte
onde a Estrela me segue
no riscar do horizonte
caindo na fonte
sigo em frente
rente a sorte
na caça da chave
que vence a morte.

E se a morte me chega
e me pega de novo
saio do corpo
como o pinto do ovo
e crio asas de plumas
vou voar sobre espumas
de praias ou dunas
lá na beira do mar.

Cerrarei o meu punho
perderei o meu peso
seguirei os Teus passos
rodeando espaços
e farei das estrelas
o meu jogo de Luzes
formarei novas cruzes
onde os pés vou cravar
para os braços abrir
e a Rosa brotar.

Subirei pelos planos
dos seres que choram
por ver depois de anos
este filho que volta
ao saudoso Lar
que outrora deixou
se lançando no Mar.