
Se o rochedo que ergue
sua face no Monte
onde a Estrela me segue
no riscar do horizonte
caindo na fonte
sigo em frente
rente a sorte
na caça da chave
que vence a morte.
E se a morte me chega
e me pega de novo
saio do corpo
como o pinto do ovo
e crio asas de plumas
vou voar sobre espumas
de praias ou dunas
lá na beira do mar.
Cerrarei o meu punho
perderei o meu peso
seguirei os Teus passos
rodeando espaços
e farei das estrelas
o meu jogo de Luzes
formarei novas cruzes
onde os pés vou cravar
para os braços abrir
e a Rosa brotar.
Subirei pelos planos
dos seres que choram
por ver depois de anos
este filho que volta
ao saudoso Lar
que outrora deixou
se lançando no Mar.

Poeta de verdade. da hora mesmo. parabens pelo talento.
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